Borgonha

Esta região francesa pode ser pequena em tamanho, mas revela ser um verdadeiro quebra-cabeças/carteiras de qualquer enófilo.

É que se por um lado, tem dos vinhos mais famosos e caros do mundo, por outro lado devido a estes factos, consegue afastar quase automaticamente novos e comuns consumidores como nós que andamos meses a poupar para experimentar um vinho destes.

Mas não desesperem! O VinhoVinoVin tem a solução!

Neste caso a solução, passa por perceber muito bem a região de modo a que na altura de comprar, façamos as escolhas certas pelo preço certo. A tarefa revela-se tanto difícil quanto nós a quisermos pôr dificil, senão vejamos.

Quando olhamos para a região temos logo que perceber do que estamos a falar e das 5 sub-regiões em que se divide. Para isso nada melhor do que utilizar um canto de uma folha de papel! Afinal é para simplificar que aqui estamos!papel

Ok, agora que sabemos as sub-regiões, precisam de saber a classificação que cada parcela dentro destas regiões pode ter. Esta parte é fundamental pois quanto mais alta for a classificação, mais caro é o vinho. E então temos:

“Bourgogne” para os regionais; “Village” para os que já ficam ao lado das principais parcelas; “Premier cru” para vinhos de categoria muito alta e “grand cru” para a creme de la creme! O segredo aqui é seguir escolhendo entre “village” e “1er Cru”, estas parcelas ficam muitas vezes literalmente coladas às parcelas de “grand cru”. Existirão diferenças? Serão melhores os “grand crus”? Claro que sim! Mas será que entre Villages e 1er Crus não se poderá sentir a verdadeira Borgonha? Sim, claro que sim! Então vamos a isso:

Ups ! Tinha-me esquecido de referir a única coisa simples na Borgonha. Só existem duas castas: Pinot Noir para os tintos e Chardonnay para os brancos.

photo (53) Luis Jadot – Beaune Theurons – Côte de Beaune – Premier Cru – Tinto 2006

 Esta garrafa ilustra tudo o que acabei de dizer, desde o primeiro parágrafo deste post. Foi realmente a minha prenda de aniversário  deste ano a um dos V’s que num acto de generosidade a abriu para partilhar connosco. Tenho para mim que se tivesse muito  dinheiro iria ser pior apreciador de vinho do que já sou, mas isto sou eu a ser romântico…

De volta ao vinho, era um pinot noir por excelência a fugir para o claro no aspecto. No nariz, muito delicado, balsâmico, um pouco de folhas secas e bosque. Na boca uma elegância contagiante, onde acidez e mineralidade estavam como sal e pimenta para a comida.
Não vou acabar este post, sem partilhar convosco a minha cábula para a Borgonha: então é esta a grelha que tenho em mente quando vejo uma garrafa qualquer de Borgonha:

Utilizando a nossa prova: Beaune Theurons – Côte de Beaune – Premier Cru – Tinto 2006

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Et voilá!

Agora sim, missão cumprida! Se ficaram com uma ideia, era mesmo essa a ideia… Divirtam-se!

 

Um Comentário

  1. Luís Amorim
    Luís Amorim Novembro 20, 2014 at 4:21 pm #

    Há vinhos que marcam momentos! Este selou um dia bem passado na simplicidade da amizade! Abraço

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