Não invente, informe-se e aposte…

Ainda neste Verão, um dos V’s do VinhoVinoVin, aproveitando que não estávamos por perto, decidiu abrir uma garrafa de Cartuxa 2005 que andava perdida na adega. Até aqui tudo bem, enófilos com a mania como eu até poderiam pensar que não era nada de especial, o vinho até é conhecido de todos, bebido por mais e menos velhos, que transborda consensualidade em todas as opiniões de todos os quadrantes. Foi então que o dito V escreve no Instagram: “com nove anos de idade, numa prova cega poria muitos topos de gama em sentido”.

E pronto! A minha dica de hoje é precisamente fazer o que eu acabo de fazer. Ou seja, quando ouço alguém a confirmar que um determinado vinho melhora substancialmente com o tempo, esse vinho passa a figurar na minha wishlist ou LPVC (lista pessoal de vinhos a comprar)como eu lhe chamo. Acabo portanto de comprar quatro garrafas das quais bebi uma em silêncio e tranquilidade agora, vou escrever sobre ela de seguida e tenho mais três guardadas para ir vendo como evolui com o tempo.

Cartuxa Colheita 2011 tinto

O que mais me surpreendeu foi a frescura e equilíbrio que demonstra. Muito afirmativo, a demonstrar que não precisa de ser uma “bomba” agora para ficar bom quando for mais velho. Percebe-se porque envelhece bem, pois além das especiarias do alicante bouchet, já se nota algum tabaco do estágio em madeira.

Um vinho que deu imenso prazer beber e escrever, pois sei que é conhecido, as pessoas gostam, está acessível a todos nas grandes cadeias de distribuição, e por isso por vezes tendemos a desvalorizar em prol de um “maravilhoso mundo” de vinhos menos conhecidos, que por ser desconhecido por vezes não é tão maravilhoso assim.

Um Comentário

  1. Luís Amorim
    Luís Amorim Outubro 14, 2014 at 2:40 pm #

    Vê se abres uma das garrafas com o outro “V”!! ;)

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